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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

EUA abre portas para gays latinos

Com mariachis e missa em espanhol, igreja nos EUA abre portas para gays latinos,

Banda de Mariachis animando entrada de
gays  latinos à Igreja

Há 45 anos a chamada Igreja das Comunidades Metropolitanas (ICM) abre os braços para lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBT), mas é a primeira vez que a sua sede em Washington realiza uma missa em espanhol com o objetivo específico de atrair os latinos entre eles.

 
À medida que os filhos dos imigrantes de países latino-americanos ganham espaço na sociedade americana, as atitudes de uma parcela da população tradicionalmente classificada como conservadora também se transformam – rapidamente. Uma pesquisa do instituto Pew Religion, por exemplo, mostrou que, tão recente quanto em 2006, 31% dos latinos apoiavam ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, enquanto 56% se opunham à ideia. Neste ano a equação se inverteu: 52% são favoráveis e 34%, contra. Mesmo entre os hispânicos católicos a visão pró-casamento gay já é maioria. "Hoje a comunidade LGBT entende que Deus nos ama assim como somos."

Homofobia

Mas a hesitação dos latinos em embarcar nessa tendência está enraizada em uma profunda história de homofobia em casa. Em 2011, dos 248 assassinatos só de transgêneros compilados mundialmente pelo projeto Trans Murder Monitoring Project, mais de 80% – 204 – foram na América Latina. Sozinho, o Brasil responde por mais de 100. E as entidades de direitos humanos ressalvam que apenas os casos mais notórios são contabilizados.

Nos EUA, a ICM, criada em 1968, é uma igreja congregacional alinhada com o protestantismo tradicional. Mas Maribel entende que as diferentes denominações religiosas são menos importantes, e que ser cristão é mais que nada "levar a palavra de Deus".

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