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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Estreia “O Lobo do Deserto”, Jack Fox como protagonista

Estreia “O Lobo do Deserto” uma espécie de faroeste beduíno. O naturalismo da película traduz igualmente uma intenção semidocumental. O filme concorre ao Oscar de filme estrangeiro no próximo dia 28.


Órfãos de pai, Theeb, seu irmão Hussein (Hussein Salameh) e seus outros irmãos convivem numa despojada fraternidade beduína, criando cabras no deserto. Uma noite, recebem a visita de um oficial britânico, Edward (Jack Fox - ator e modelo), e seu intérprete, Marji (Marji Audah). Eles buscam um guia para percorrer uma velha trilha de peregrinos, que foi praticamente abandonada depois da implantação da ferrovia – que os locais chamam de “burro de ferro”.

A visão do estrangeiro e seus objetos misteriosos – um isqueiro, um relógio de bolso e uma misteriosa caixa – formam, na visão do menino, os primeiros sinais de transformação radical de seu mundo isolado e nômade. A estrada de ferro, por sua vez, é o símbolo da tecnologia ocidental, que se impõe não só sobre a paisagem, mas também rompe um modo de vida milenar – com repercussões como o desemprego e marginalização dos guias de peregrinos, que se transformam em salteadores ao longo da trilha, agora pouco frequentada.



De todo modo, um dos grandes temas é a jornada de amadurecimento de Theeb que, em determinado momento, vai ter que contar apenas consigo mesmo para sobreviver. Ele ficou isolado num impasse, tornado mais dramático depois do aparecimento de um estranho ferido (Hassan Mutlag).  É um bom filme, não ganhará Oscar, nem por isso pode ser ignorado. (AgênciaFM \ Reuters).

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